segunda-feira, 13 de julho de 2026

Entrevista sobre "Transtornos Alimentares" com Sra. Flávia Garbo - Psicóloga

Sra. Flávia Garbo.
Psicóloga. 
Sra. Flávia concedeu sua fotografia 📷

 

Olá, galerinha!

É com muita alegria que recebemos em nosso espaço a psicóloga Sra. Flávia, profissional dedicada e experiente na área da saúde mental. Hoje, ela irá abordar um tema de grande importância: Transtornos Alimentares.

Estamos muito felizes com sua contribuição, pois acreditamos que suas reflexões e informações irão enriquecer o conhecimento dos nossos leitores, ajudando a compreender melhor esse assunto tão delicado e necessário.

Seja muito bem-vinda ao Diário da Professora Vanessa!


1- O que é transtorno alimentar? 

De forma bem simples, o transtorno alimentar ocorre quando há uma relação complicada com a comida. A preocupação com o corpo, o peso ou a própria alimentação vira o centro da vida de alguém, a ponto de causar prejuízo emocional e físico na pessoa. É uma condição séria, onde a mente da pessoa fica presa em pensamentos obsessivos sobre o que comer, quanto comer ou como se esconder de possíveis julgamentos. Isso acaba gerando comportamentos compulsivos perigosos — como parar de comer, exagerar na comida sem controle ou buscar compensações nocivas. É um sofrimento que precisa de cuidado e tratamento profissional para ser superado.


2- Quais são os tipos mais comuns de transtornos alimentares?

Temos a Compulsão Alimentar caracterizada pela ingestão exagerada de alimentos em um curto espaço de tempo. Temos a Anorexia Nervosa que trata-se da restrição extrema de alimentos. E temos a Bulimia Nervosa, onde a pessoa apresenta episódios compulsão alimentar, seguida de comportamentos compensatórios (vômitos induzidos, uso de laxantes, diuréticos, exercícios extenuantes, etc). 


3- Quais sinais podem indicar que alguém está desenvolvendo um transtorno alimentar?

Depende do tipo de transtorno (que mencionei na questão anterior), mas, em geral, seria preocupação intensa com peso, corpo ou comida, medo de ganhar peso, alterações bruscas nos hábitos alimentares, sentimento de culpa, vergonha ou perda de controle, esquiva de alimentação em público (prefere alimentar-se fora das vistas dos outros), mudanças físicas, exagero na prática de exercícios. É importante salientar que, Quando se trata de psicologia, o que indica uma doença mental, um transtorno, é a intensidade e o prejuízo que essa ação está causando para a pessoa. Por isso é fundamental que a pessoa não se diagnostique, mas sim procure um profissional especializado, médico, psicólogo, psiquiatra, nutrólogo, nutricionista, etc.


4- Os transtornos alimentares afetam apenas adolescentes e jovens?

Absolutamente não. Mas pesquisas indicam que este tipo de transtorno surge com mais frequência na faixa etária entre 10 e 18 anos. Com prevalência bem menor em adultos. 


5 - Qual é o impacto emocional e psicológico desses transtornos?

Transtornos alimentares não são apenas sobre comida. São sobre identidade, controle, autoestima e emoções difíceis. Eles costumam surgir em momentos de vulnerabilidade emocional, e por isso se entrelaçam com ansiedade, culpa, humor instável, isolamento social, depressão, estresse, etc.  E acarretam conflitos familiares, prejuízo escolar (ou profissional), sensação de desconexão, já que a pessoa acha que ninguém entende o que ela vive.


6 - As redes sociais contribuem para que pessoas desenvolvam transtornos alimentares?

Sim. As redes sociais não causam o transtorno, mas contribuem significativamente para o agravamento, por conta das pressões estáticas pautadas por padrões de beleza, conteúdos que reforçam dietas extremistas, romantização de comportamentos prejudiciais (como por exemplo, jejum prolongado e contagem obsessiva de calorias), além da comparação social intensa.


7 - Como a família pode ajudar uma pessoa que sofre com transtorno alimentar?

Primeiramente, a família deve praticar a empatia, acolhendo e motivando a pessoa a buscar ajuda. Porque só profissionais qualificados têm condições de tratar o transtorno. 

Pode ajudar também criando um ambiente seguro e sem julgamentos, evitar conversas sobre dietas, peso ou corpo ideal, e observar sinais de piora, sem tentar vigiar ou controlar.


8 - É possível prevenir transtornos alimentares?

Muitos casos se desenvolvem por causa de dietas extremamente restritivas e rígidas, portanto, evitar é um ótimo começo. Além disto, pode ser feito um acompanhamento psicológico preventivo a fim de fortalecer a autoestima, desenvolver o autoconhecimento, trabalhar a regulação emocional e promover uma relação saudável com o corpo. O uso de redes sociais de forma consciente e equilibrada também pode ajudar substancialmente. 


9 - Qual é o papel do psicólogo no tratamento do transtorno alimentar?

O tratamento de transtornos alimentares é mais eficaz quando a pessoa é assessorada por uma equipe multidisciplinar, com médico, nutricionista, psicólogo e educador físico. Neste contexto, o papel do psicólogo é realizar o diagnóstico, trabalhar a relação da pessoa com a própria imagem, o próprio corpo, reestruturar pensamentos e crenças, promover a regulação emocional a fim de que a pessoa aprenda a lidar de forma mais saudável com as próprias emoções, e, como consequência, reduzir comportamentos de risco. 


10 - Que mensagem a senhora daria para quem sente que pode estar passando por isso, mas tem medo de pedir ajuda?

O que você está passando é real e muito difícil. Mas você não precisa passar por isso sozinha, a pessoa que é realmente forte reconhece o momento em que é necessário pedir ajuda. Você merece se sentir melhor, merece um apoio. Então procure ajuda o mais breve possível. Procure um psicólogo que vai te acolher e te orientar de forma sigilosa e sem absolutamente nenhum julgamento.




Sra. Flávia Garbo.

Site: https://psicologaflaviagarbo.com/

Instagram: https://www.instagram.com/psicologaflaviagarbo/

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LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/flaviagarbo 

Telefone WhatsApp: 11 99264-1071.

E-mail: flavia.garbo@gmail.com


Em nome do Diário da Professora Vanessa, gostaria de expressar minha profunda gratidão à Sra. Flávia pela colaboração tão significativa em nosso espaço. Sua participação trouxe informações preciosas e esclarecedoras sobre os transtornos alimentares, um tema de grande relevância para a saúde e o bem-estar.

Com sua experiência e dedicação, contribuiu de forma essencial para que nossos leitores compreendessem melhor esse assunto delicado, ampliando o conhecimento e incentivando reflexões importantes.

Muito obrigada, Sra. Flávia, sua colaboração enriqueceu nosso blog e certamente ajudará muitas pessoas a se informarem e buscarem apoio quando necessário.

Professora Blogueira Vanessa.

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